Uma delegação constituída por elementos do Movimento Democracia, professores contratados e o presidente e vice-presidente do Sindep, foi recebida em audiência ontem, dia 25 de Março, pela Comissão da Educação e Ciência, no âmbito da Petição Contra a Prova de Ingresso na Carreira Docente, entregue dia 14 do mesmo mês, que conta com 11685 assinaturas. Filipe Araújo, como primeiro peticionário, expôs a situação,
complementada com a intervenção de Carlos Chagas e Pedro Roque, presidente e vice-presidente do Sindep, e de seguida, todos os representantes do grupos parlamentares (exceptuando o BE, por se encontrar ausente) tomaram a palavra.
Da intervenção dos vários deputados, dos vários grupos parlamentares, ficou uma ideia geral e consensual: o princípio de retroactividade presente neste decreto não é justo e passível de ser alterado, no sentido de os professores contratados profissionalizados, quer através da licenciatura, quer através da profissionalização em serviço, independentemente do seu tempo de serviço, ficarem dispensados de fazer a prova. Esta foi a ideia consensual. Houve ainda alguma discussão relativa ao facto de esta prova simplesmente existir, mas ficou claro que, a haver alguma alteração, é apenas quanto a este ponto.
Isto no entanto, é a possível tomada de posição da Comissão de Educação e
Ciência, estando sempre sujeita à decisão do governo. Contudo, o Movimento Democracia acredita que há razões para um optimismo moderado, e uma motivação para continuar a lutar, e acreditar que ainda é possível confiar no bom senso dos nossos políticos.
Comissão Coordenadora:
Filipe Araújo
Goretti Moreira
Ricardo Santos
Nelson Vara
Ricardo Montes
Tiago Carneiro
Área reservada da CC
Goretti Moreira
Ricardo Santos
Nelson Vara
Ricardo Montes
Tiago Carneiro
Área reservada da CC
Wednesday, March 26, 2008
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7 comments:
Tive, de facto, ocasião de integrar a dita delegação.
Acho que a reunião não correu nada mal. A solução encontrada não sendo a ideal permite ter esperanças na resolução do problema. Em contactos prévios que efectuei o GP PS assumiu o compromisso de votar favoravelmente uma Proposta de Resolução que "isente" os professores que já estejam a leccionar de efectuarem a prova de ingresso.
Tive ocasião de referir perante a Comissão que, enquanto dirigente sindical, continuaria a pugnar pela abolição da prova já que a mesma mais não é que um atestado de desconfiança às instituições de formação de professores (já para não falar da circunstância da obtenção mínima de 14 valores em cada uma das componentes).
Entendo, todavia, que na presente circunstância e perante o escopo da petição, o óptimo é inimigo do bom e que o pugnar ontem na AR pela abolição, pura e simples, da prova poderia inviabilizar esta "meia vitória".
Trata-se, de facto, de um "optimismo moderado", tal como o MD descreve a situação.
Esperemos que haja bom senso!!
Faço "figas" para que assim seja.
Penso que conseguir a referência a uma recomendação da comissão por unanimidade na contextualização política que estamos a passar foi um passo em frente. Aguardemos que o governo tenha a integridade de seguir as recomendações da Assembleia da República.
Boas.
Sou profissionalizado em dois grupos disciplinares, Matemática e Informática. No caso de Informática, voltei a estudar para isso mesmo.
Será que deitei fora estes anos (caso não passe na prova)? Fui professor para o Ministério e de repente deixei de o ser (pois já fiz um estágio remunerado)? Tudo aquilo que estudei e trabalhei que era reconhecido pelo Ministério deixou, de repente, de o ser?
Julgo que esta prova é um atentado a tudo e todos e é algo inadmissível.
Enquanto não vir nada escrito, desculpem-me mas não acredito em nada destes senhores. Até porque é um meio de mostrar à "analfabeta" (ou mal qualificada) população portuguesa que afinal "eles" têm razão e que nós não passamos de pessoas com um canudo mas sem capacidade de dar aulas. Que de facto é necessária e urgente aquele tipo de avaliação.
Abraço e boa sorte.
.
Concordo plenamente com o facto de só acreditar quando vir as coisas por escrito. Daí o nosso "optimismo reservado".
A Comissão prontificou-se a redigir a recomendação antes de findos os sessenta dias que tem para tal.
No entanto, a redacção da recomendação da AR ao governo não significa que o governo a acarrete. Por isso, como São Tomás, é o "ver para crer", o preto no branco.
Vamos esperar para ver...
DIA D: Que os professores possam decidir em plena consciência!
http://escolapublica2.blogspot.com/2008/04/dia-d-que-os-professores-possam-decidir.html
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